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Carro elétrico seminovo quebra tabu e é o mais fácil de revender, diz estudo

A procura por carros elétricos de entrada no mercado de seminovos é crescente no Brasil, principalmente por motoristas de aplicativo e pequenas empresas de locação que atendem quem deseja trabalhar com um carro elétrico sem investir na aquisição.

Um estudo da Indicata Market Watch, plataforma que estudo o comportamento do mercado de usados com base em mais de 600 mil anúncios de veículos analisados diariamente, revelou que, em janeiro de 2026, a média de dias em estoque dos modelos BEV (elétricos a bateria) está, pela primeira vez, em um patamar abaixo de veículos apenas a combustão ou mesmo híbridos.

O estudo, chamado Market Day Supply (MDS), representa a quebra de um dos principais tabus e mitos a respeito dos carros elétricos: o da dificuldade na hora de revender. O índice traduz a liquidez de cada modelo em um período de 45 dias.

É calculado a partir da divisão da quantidade de unidades daquele modelo nos estoques das lojas pelas transações envolvendo aquele mesmo veículo nos 45 dias anteriores. Assim, quanto menor o MDS de um carro, menos tempo ele costuma ficar em estoque e mais fácil é vendê-lo pelo preço considerado ideal.

De acordo com o estudo, o MDS de veículos elétricos a bateria em janeiro de 2026 atingiu 47, contra 53 de modelos flex a combustão, 54 dos chamados híbridos plenos (HEV), 60 dos híbridos plug-in (PHEV), 63 de modelos a diesel, 66 de carros movidos apenas a gasolina e 79 dos híbridos leves (MHEV).

Segundo a Indicata, um fator muito importante para esse resultado é que os veículos elétricos "ainda não estão nas frotas de grandes frotistas". Em outras palavras, as locadoras ainda não compram os elétricos de entrada em grandes volumes, ao contrário do que fazem com hatches, SUVs e sedãs compactos a combustão.

Dessa forma, os veículos elétricos de menor custo, como BYD Dolphin e Dolphin Mini, e Geely EX2, não chegam para os lojistas em grandes volumes de uma vez só, o que aumenta os estoques de uma só vez e a pressão por vendas abaixo do preço considerado ideal.

Vale ressaltar que os elétricos de entrada são os grandes responsáveis pelo resultado, especialmente devido à alta procura por parte de motoristas de aplicativo. Quando olhamos para o segmento dos elétricos de luxo, o cenário se inverte totalmente: os carros têm alto tempo de estoque e uma desvalorização muito maior.

BYD tem os 3 seminovos de revenda mais fácil no Brasil em 2026

Com relação ao tempo de estoque de cada modelo, o BYD Dolphin ficou na primeira posição em janeiro de 2026, com um MDS de apenas 17 no estudo da Indicata, bem abaixo do número considerado ideal, 40. O BYD Dolphin Mini tem desempenho muito similar, com MDS de 18,4. Em terceiro lugar ficou mais um BYD, dessa vez o híbrido plug-in Song Pro, com MDS de 27,2.

Estoque das lojas de usados está aumentando

Considerando todos os tipos de motorização, apesar do mercado de usados e seminovos estar aquecido, com mais de 18 milhões de veículos negociados em 2025, o estudo da Indicata aponta que o tempo médio dos veículos seminovos em estoque está aumentando no país, por causa da taxa Selic estacionada em 15%, que diminui as vendas financiadas por causa dos altos juros.

Fonte: Auto Esporte

03 de março de 2026
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