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Consórcio é alternativa ao financiamento de carro; veja como funciona

A compra de um veículo é um tópico que, com certeza, está no topo da lista de prioridades de muitos brasileiros. No ano de 2025, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), 2.549.462 veículos novos foram vendidos, entre automóveis e comerciais leves (picapes, vans e pequenos furgões) Apesar desse grande desejo, poucas pessoas têm reais condições de fazer compras à vista e, por isso, optam por diferentes alternativas, como o consórcio.

Mas, afinal, você sabe como de fato funciona a modalidade?

O que é um consórcio?

No consórcio, um grupo de pessoas paga parcelas mensais para formar um fundo comum destinado à compra de bens, como carros. Ao longo do plano, os participantes são contemplados por sorteio ou lance e recebem uma carta de crédito para realizar a aquisição. Embora geralmente tenha custos menores do que um financiamento e não exija entrada, o consórcio é uma modalidade mais indicada para quem não tem pressa de adquirir o veículo.

Isso porque uma das formas de ser contemplado é o sorteio, que acontece mensalmente. Nele, uma pessoa do grupo é selecionada para receber a carta de crédito. O tempo de espera pode variar entre o primeiro e o último mês da parcela estabelecida, por isso, em alguns casos o comprador pode levar anos para conseguir ter, de fato, o bem. Em geral, os consórcios de veículos costumam ter prazo entre 36 e 100 meses (de 3 a 8 anos).

Uma alternativa aos sorteios, é a possibilidade de dar lances, como em um leilão. Quem escolhe este caminho pode ser contemplado com a carta de crédito sem depender da sorte. Por outro lado, o valor necessário para vencer este leilão pode se equiparar a valores de entrada em um financiamento regular. Por essa razão, este é um caminho menos escolhido pelos compradores.

Vale destacar que o valor da parcela e o prazo de pagamento são definidos previamente, mediante à assinatura de contrato.

Vantagens e desvantagens do consórcio

Como toda forma de aquisição, o consórcio tem pontos positivos e negativos. Entre as vantagens estão a ausência de juros, a dispensa de entrada, a previsibilidade das parcelas e a possibilidade de antecipar a contemplação por meio de lances.

Já pelo lado negativo, a modalidade pode ter, além do tempo de espera longo, anteriormente citado, altas taxas de administração, dificuldade de amortização, contratos inflexíveis e possíveis tarifas cobradas à parte, como de reserva de fundos e seguro.

O que acontece com quem desiste do consórcio?

Se o participante não for contemplado durante o período do consórcio, ele continua pagando as parcelas normalmente até o encerramento do grupo. Ao final do prazo, caso ainda não tenha recebido a carta de crédito, ele deve ser contemplado conforme as regras do contrato.

Para as pessoas que mudarem de ideia, dependendo da administradora, é possível que o valor pago seja devolvido (descontadas as taxas gerenciais, claro) ao final do consórcio, após todos os contratantes receberem o valor estipulado. Então, se resolver fechar o contrato, esteja seguro de que pretende cumpri-lo até o final. Anteriormente, Autoesporte já explicou se é possível fazer um consórcio com o nome sujo.

Consórcio x Financiamento: o que vale mais?

Não existe apenas uma resposta para essa pergunta. Afinal, a escolha de qual forma de pagamento seguir deve ser feita de acordo com as necessidades atuais do comprador. Enquanto o consórcio deve ser considerado para pessoas que podem esperar para ter o bem, o financiamento se encaixa para aqueles que têm a necessidade de utilizar o veículo imediatamente.

Fazer um financiamento significa pegar dinheiro emprestado de uma instituição financeira para adquirir o bem. Neste modelo, além da rápida posse, vantagens como amortizações acessíveis e possibilidade de vender o veículo e se livrar da dívida costumam atrair o cliente. Contudo, a taxa de juros elevada, somada a necessidade de pagar um valor de entrada de, no mínimo, 20% do valor total, levam alguns consumidores a optar pelo consórcio.

Vale destacar que apesar de ser o principal modelo de compra, a possibilidade de ter o financiamento recusado é grande. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), sete em cada dez financiamentos de carros são recusados. Em 2025, entre automóveis leves, motos e pesados, o número de financiamentos foi de 5.321.080.

Fonte: Auto Esporte

23 de junho de 2026
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