
Não é mais nenhum segredo que o aumento de etanol na gasolina se faz presente, e é da ordem dos 32%, com idas e vindas sobre se chegar aos 35%, por exemplo. Pensando nisso, Autoesporte separou cinco modelos usados que prezam pela funcionalidade e pela robustez, além de serem acostumados à tecnologia flexível, aceitando gasolina ou etanol numa boa.
Os valores mencionados ao longo do texto foram consultados durante o processo de apuração e elaboração da matéria, no mês de agosto de 2026. Veja a seguir mais informações sobre cada um dos modelos listados no Mercado Livre.
O hatch da Chevrolet segue firme na luta entre os mais vendidos até hoje no Brasil, e em sua primeira geração, tinha no motor 1.4 flex de 106/98 cv e 13,9/13 kgfm (etanol/gasolina), associado ao câmbio manual de cinco marchas ou automático de seis marchas, seu principal trunfo. O conjunto leva o modelo manual de 0 a 100 km/h em 11,9 segundos, de acordo com teste da Autoesporte.
Robusto, tem fama de duradouro, e também pega leve no bolso. Seu consumo, segundo o Inmetro, é de 8,0 km/l (etanol) e 11,7 km/l (gasolina) na cidade, além de 9,2 km/l (E) e 13,7 km/l (G) na estrada.
Além dos predicados mecânicos, o Onix 1.4 não deixa seus donos desapontados quando o assunto são itens de série. Considerando a versão topo de linha LTZ (2015), espere encontrar itens como central multimídia MyLink, ar-condicionado, direção assistida, rodas de liga leve, volante multifuncional, sensor de estacionamento traseiro, computador de bordo, além de airbags frontais e freios ABS.
Por fim, oferece espaço adequado aos passageiros e bagagens, com 2,52 metros de entre-eixos e porta-malas de 280 litros, tudo sem perder a praticidade no uso urbano, uma vez que tem apenas 3,92 m de comprimento.
No Mercado Livre, as versões LTZ (2015) partem dos R$ 37.890. A partir de 2016, o modelo recebeu um facelift e passou a vir também com transmissão manual de seis velocidades e mudanças no motor. O desempenho melhorou. Para você ter uma ideia, a aceleração da imobilidade aos 100 km/h passou a ser cumprida em 10,7 s. Porém, prepare-se para pagar mais de R$ 47 mil por um LTZ dessa safra em diante.
No panteão dos hatches flex, um dos mais longevos é o Volkswagen Fox. O veterano praticamente viu a chegada da tecnologia durante seu ciclo de produção e atingiu seu ápice ao receber o motor 1.6 16V MSI de 120/110 cv e 16,8/15,8 kgfm, combinado ao câmbio manual de seis marchas - evite o automatizado i-Motion. Ágil, vai de 0 a 100 km/h em apenas 10,3 s, de acordo com o teste de pista da Autoesporte.
Em matéria de consumo, segundo o Inmetro, tem médias de 7,7 km/l com etanol e 10,7 km/l com gasolina na cidade, além de 9,2 km/l (E) e 13,1 km/l (G) na estrada.
Nos itens de série, as versões 1.6, mais completas (como a Pepper e Highline) costumam entregar ar-condicionado, direção elétrica, central multimídia, volante multifuncional, vidros e travas elétricas, rodas de liga leve, controles de estabilidade e tração e assistente de partida em rampa. E podem até aparecer com teto solar.
O hatch tem 2,47 m de entre-eixos e porta-malas de 270 l, conciliando desempenho e praticidade, além de ter apenas 3,87 m de comprimento. Por fim, o Fox Pepper 2016 equipado com motor 1.6 MSI, no Mercado Livre, parte de R$ 49.900, um dos melhores custo-benefício da lista.
Figurinha certa das listas mais variadas, o Honda Fit também marca presença como um dos mais robustos quando o assunto é usado flex. O monovolume japonês agrada pela usabilidade do espaço interno e pela mecânica robusta, cortesia do motor 1.5 i-VTEC flex de 116/115 cv e 15,3/15,2 kgfm, associado ao câmbio automático do tipo CVT - também há opções com o preciso câmbio manual de cinco marchas, especialmente a LX.
Diferentemente das gerações anteriores, o modelo tem desempenho à altura do preço, indo de 0 a 100 km/h em 10,9 s. O consumo também é um ponto positivo: entrega médias de 8,3 km/l com etanol e 12,3 km/l com gasolina na cidade, além de 9,9 km/l (E) e 14,1 km/l (G) na estrada, segundo o Inmetro.
Mesmo com apenas 3,99 m de comprimento e 2,50 m de entre-eixos, o Fit esbanja espaço interno. Seu destaque é o porta-malas de amplos 384 l, bem maior do que muitos hatches médios. De quebra, vem ainda com o sistema Magic Seat, que permite mudar a configuração do banco traseiro, podendo até rebater o assento para levar objetos mais altos.
No Mercado Livre, unidades EX 1.5 do Fit (2016) partem dos R$ 59.700. Nessa lista, é a melhor aposta para aqueles que precisam de espaço e ainda traz um bom pacote de itens, tais como ar-condicionado, direção elétrica, trio elétrico, sistema de som, entre outros.
Único sedã compacto da lista, o HB20S é um bom exemplo de carro flex voltado para famílias. No Mercado Livre, unidades 2016 do HB20S Premium com motor 1.6 partem dos R$ 59.900, o mesmo preço do Fit. Indicamos o modelo pós-facelift, que foi lançado no final de 2015, pois ele traz um estilo que é agradável até hoje e ainda traz um novo câmbio automático de seis velocidades, enquanto as mais antigas contam com caixa de apenas quatro velocidades.
A topo de linha da época oferece o motor 1.6 flex de até 128/122 cv e 16,5/16 kgfm, aliado ao câmbio automático de seis marchas, e entrega consumo de 7 km/l (etanol) e 9,3 km/l (gasolina) na cidade, além de 10,2 km/l (E) e 12,9 km/l (G) na estrada, segundo o Inmetro. A aceleração de 0 a 100 km/h é vencida em bons 10,2 s, ainda de acordo com teste da Autoesporte.
Seu comprimento de 4,23 m o enquadra como um sedã prático para o dia a dia das metrópoles, enquanto o entre-eixos de 2,50 m e o porta-malas de 450 l oferecem bom espaço para pessoas e bagagem.
Além disso, na versão Premium, oferece boa lista de itens de série. Itens como central multimídia, ar-condicionado digital, direção elétrica, bancos revestidos de couro, câmera de ré, sensores de estacionamento traseiro, volante multifuncional, rodas de liga leve, além de airbags frontais, laterais dianteiros e freios ABS.
Por fim, outro sedã, desta vez, médio. O Corolla faz valer sua fama de robustez por conta da mecânica que dá pouca manutenção, fruto de conjuntos aspirados que, apesar de simples, têm compradores fiéis. Se considerarmos a versão XEi, por exemplo, quem comanda é o motor 2.0 16V flex de até 154/143 cv e 20,3/19,4 kgfm, combinado ao câmbio automático CVT. É o suficiente para ir de 0 a 100 km/h em apenas 9,5 s, conforme provou a medição da Autoesporte.
O sedã entrega, segundo o Inmetro, médias de consumo de 7,2 km/l com etanol e 10,6 km/l com gasolina na cidade, além de 8,8 km/l e 12,6 km/l na estrada, respectivamente, algo esperado pelo porte maior. Seu porte impressiona até hoje. São 4,62 m de comprimento, amplos 2,70 m de entre-eixos e porta-malas de 470 l, ou seja, não falta espaço para a família e bagagem.
Em matéria de itens de série, quem optar pela XEi não sairá na pior, encontrando ar-condicionado automático digital, central multimídia, câmera de ré, piloto automático, sete airbags, rodas de liga leve e chave presencial com partida por botão, por exemplo. Controle de estabilidade e de tração, porém, só passou a vir de 2017 em diante, mesma época em que passou por um belo facelift.
No Mercado Livre, unidades do Corolla XEi 2.0 (2016) partem de R$ 69.890, mas vale a pena pagar R$ 76.900 para levar um modelo já com facelift e itens extras de segurança. Praticamente solitário no páreo, o sedã Toyota é uma aposta segura para quem não abre mão de um motor aspirado flex.
Fonte: Auto Esporte
