
O Brasil está bem próximo de alcançar a marca de 30 mil pontos de recarga para veículos eletrificados. A ABVE, Associação Brasileira do Veículo Elétrico, e a plataforma de mobilidade elétrica Tupi, apresentaram a atualização da base nacional de eletropostos com dados referentes a agosto.
O levantamento indica que o país conta, atualmente, com 29 mil 896 pontos públicos e semipúblicos, 4 mil 441 novos locais em comparação ao estudo anterior, realizado em maio. Isto significa evolução de 17,4% no trimestre. Na comparação com agosto de 2025 o crescimento é de 77%.
A frota de carros totalmente elétricos e híbridos plug-in no Brasil chega a 639 mil 133 unidades, o que representa relação de 21,4 veículos por ponto de recarga. A proporção é de 313 mil 140 veículos movidos a bateria, ou seja, 49%, e 325 mil 993 híbridos plug-in, 51%.
Dos 29 mil 896 pontos 18 mil 485 oferecem recarga lenta AC e 11 mil 411 são de recarga rápida DC. Embora tenham menor participação, os pontos de recarga rápida avançaram 32,6% de maio a agosto.
Segundo a ABVE o movimento é impulsionado por alguns motivos principais: queda contínua no custo dos equipamentos, evolução tecnológica e ganho de escala dos operadores, demanda crescente por viagens de média e longa distâncias, expansão da eletrificação em frotas corporativas e logísticas e maior confiança do consumidor. Já o equipamento AC faz parte da infraestrutura de uso cotidiano, mais presentes em condomínios residenciais e comerciais, escritórios, estacionamentos de longa permanência e frotas.
“Quase 2 mil municípios brasileiros têm onde carregar um carro elétrico e mais de 1 mil possuem aparelhos de carga rápida”, afirmou Davi Bertoncello, diretor executivo da Tupi. Para ele, a principal pergunta do consumidor agora é se existe carregador no caminho que ele faz. “O Brasil resolveu o problema do equipamento: o custo caiu, a tecnologia amadureceu e o operador aprendeu a instalar. O gargalo agora é anterior ao carregador. Está no prazo e nas condições de conexão de uma nova carga à rede.”
Ele ressaltou que o próximo marco regulatório da eletromobilidade aborda infraestrutura de energia. Em 10 de setembro, a ANEEL, Agência Nacional de Energia Elétrica, abriu a consulta pública 033/2026 que discute a modernização das regras de conexão de tecnologias como geração distribuída, armazenamento, veículos elétricos e cargas flexíveis.
A consulta fica aberta até 9 de novembro e coletará opiniões, críticas e sugestões da sociedade e do setor privado sobre duas dificuldades apontadas pelos operadores: prazo e condições de ligação de novas cargas de alta potência.
Fonte: AutoData.
